PrevLabor | Assessoria em Medicina e Segurança do Trabalho
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COVID-19 | Alerta para Prevenção no Trabalho

Os números de casos e mortes envolvendo a Covid-19 preocupam o país registrando 217.664 de óbitos acumulados segundo boletim epidemiológico de coronavírus do Ministério da Saúde, divulgado no dia 25 de Janeiro de 2021.
O aumento do número de casos e mortes acendeu o sinal de alerta em diversos segmentos, como a construção civil, um setor de atividade essencial para a retomada da economia. De acordo com a médica do trabalho e coordenadora médica do Serviço Social da Indústria da Construção no Estado de Goiás (Seconci Goiás), Patrícia Montalvo, houve um certo relaxamento das medidas de prevenção por parte de toda a sociedade, situação que pode ter acarretado o crescimento do número de casos. “Esse aumento de pessoas acometidas pela Covid-19 pode resultar em uma nova sobrecarga do sistema de saúde público e particular, repercutindo também em uma elevação do número de óbitos”, alerta Patrícia.

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O Ministério da Saúde recebeu a primeira notificação de um caso confirmado de covid-19 no Brasil em 26 de fevereiro de 2020. De 26 de fevereiro a 16 de janeiro de 2021 foram confirmados 8.455.059 casos e 209.296 óbitos por covid-19 no Brasil. O maior registro no número de novos casos (87.843 casos) ocorreu no dia 07 de janeiro de 2021 e de novos óbitos (1.595 óbitos) ocorreu no dia 29 de julho de 2020.
Em relação aos casos, a média móvel de casos registrados na SE 2 (10 a 16/1/2021) foi de 54.152, enquanto que na SE 1 (3 a 9/1/21) foi de 51.370, um acréscimo de 5%, sendo considerado uma estabilidade no número de casos novos. Quanto aos óbitos, a média móvel de óbitos registrados na SE 2 foi de 952, representando uma estabilidade com -3% em relação à média de registros da SE 1 (987)
Durante a SE 2 de 2021 foram registrados um total de 379.061 casos novos e 6.665 óbitos novos por covid-19 no Brasil. Para o país, a taxa de incidência até o dia 16 de janeiro de 2021 foi de 3.992,8 casos por 100 mil habitantes, enquanto a taxa de mortalidade foi de 98,8 óbitos por 100 mil habitantes.
No decorrer das semanas epidemiológicas do ano de 2020 e nas duas primeiras semanas epidemiológicas de 2021, os casos e óbitos novos relacionados à covid-19 se mostraram heterogêneos entre as diferentes regiões do país. Analisando retrospectivamente os dados registrados, as regiões Sudeste, Nordeste e Norte apresentaram crescimento do número de casos e óbitos antes da semana epidemiológica 16, enquanto que nas regiões Sul e Centro-Oeste foi observado crescimento apenas depois da SE 20. Até a SE 43 o Sudeste e Nordeste representavam as duas regiões com maior número de casos no Brasil. Contudo, a partir da SE 44 de 2020 até a SE 2 de 2021, o Sul passou a ocupar a segunda posição no número de casos novos registrados no país.
Na semana epidemiológica 2, o número de casos novos de covid-19 foi de 161.637 no Sudeste, 66.724 no Nordeste, 77.454 no Sul, 32.740 no Centro-Oeste e 40.506 no Norte; o número de óbitos novos foi 3.586 no Sudeste, 865 no Nordeste, 425 no Centro-Oeste, 1.050 no Sul e 739 no Norte.
Conforme apresentado na Tabela 1, observa-se que a região Norte registrou um coeficiente de incidência de 4.986,6 casos/100 mil hab. e mortalidade de 104,2 óbitos/100 mil hab. O estado de Roraima apresentou a maior incidência do país, 11.209,5 casos/100 mil hab., superando inclusive a taxa de incidência da própria região Norte. A região Nordeste teve uma incidência de 3.532,5 casos/100 mil hab. e mortalidade de 86,6 óbitos/100 mil hab., com o estado de Sergipe apresentando a maior incidência (5.507,8 casos/100 mil hab.) e mortalidade (113,9 casos/100 mil hab.) da região. Na região Sudeste o coeficiente de incidência foi de 3.383,8 casos/100 mil hab. e a mortalidade de 108,4 óbitos/100 mil hab., com o estado do Espírito Santo apresentando a maior incidência (6.753,6 casos/100 mil hab.) e o Rio de Janeiro a maior mortalidade (159,8 óbitos/100 mil hab.). A região Sul registrou uma incidência de 5.121,8 casos/100 mil hab. e mortalidade de 82,2 óbitos/100 mil hab., com Santa Catarina apresentando a maior taxa de incidência (7.450,4 casos/100 mil hab.) e o Rio Grande do Sul com a maior taxa de mortalidade (86,5 óbitos/100 mil hab.). Por fim, a região Centro-Oeste, que apresentou a maior incidência e mortalidade do país (5.688,1 casos/100 mil hab. e 114,3 óbitos/100 mil hab.), teve o Distrito Federal como o responsável pelo maior valor de taxa de incidência e mortalidade da região, 8.633,2 casos/100 mil hab. e 144,4 óbitos/100 mil hab., respectivamente.
BOLETIM EPIDEMIÓLOGICO COVID-19 - JANEIRO/2021